domingo, 26 de fevereiro de 2017

ESTUDO BÍBLICO

 
VALE A PENA SER JUSTO?
(Salmo 73)
 

     INTRODUÇÃO

 
     À primeira vista, o Salmo trata do problema da prosperidade dos injustos , ao lado da desgraça dos justos.
     O Salmo apresenta uma acurada análise  da condição humana, com suas raízes e conseqüências.
     Há dois modos de realizar a vida, antagônicos e interrelacionados.
     A vida  é sempre definida  por uma fé:
 
                       Ou em si mesmo
                       Ou uma fé em Deus.
 
     Deixa para nós uma pergunta inquietante:
 
     Qual é a fé que dirige a minha vida?
 
     Jeremias também faz a mesma pergunta: Jr 12:1.
 
     I - A ESTRUTURA DO SALMO
 
     A estrutura do salmo é muito clara:
 
     Uma introdução – vv. 1-3;
     O retrato dos injustos – 4-12;
     O retrato dos justos – vv. 13-17;
     O destino dos injustos – vv. 18-22
     O destino dos justos – vv. 23-26;
     Uma conclusão – 27-28.
 

     I – A HISTÓRIA DE UMA CRISE – VV. 1-3

 
     O salmista viu a realidade e caiu em crise – vv. 1-3.
 
     Começa dizendo que Deus é bom.
     Mas também ele quase tropeçou num obstáculo, e por um nada ele quase escorregou.
     Ele entrou em crise que ameaçou a sua fé, o que ele viu foi que a paz não estava ao lado daqueles que adora a Deus, mas sim daqueles que são perversos, vivendo para os seus interesses. São arrogantes e prosperam.
 

     II  - O MUNDO DAS APARÊNCIAS – vv. 4-17

 
     A primeira parte do salmo é uma constatação feita pela ótica das aparências, que são bem reais, são circunstâncias vividas, que chegam  ao homem pelos cinco sentidos, perfazendo uma fé palpável e positiva.
 
     O que o cinco sentidos percebem contradizem  aquilo que a fé dos antigos declara.
     A tentação é grande: em quem vamos acreditar?
 
  1. O injusto é feliz – vv. 4-12
     
         Não é fácil conviver com uma fé que não bate com os fatos. Principalmente quando os fatos confirmam que o injusto é feliz – versículos de 4 a 12. Interpretar o texto...
     
  2. O justo é infeliz – vv. 13 –17
     
         O justo procura conduzir a sua vida segundo a justiça, observando fielmente os seus deveres para com o próximo e para com Deus – v. 13. Interpretar o resto dos versículos.
     

     III – EM DIREÇÃO A UMA NOVA SOCIEDADE – vv. 18-26

 
  1. Deus julga o injusto – vv. 18-22
     
         O salmista  passa agora a descrever o caminho da sua conversão.
         Quando desvenda os mistérios de Deus, faz uma descoberta: os ímpios caminham para a destruição. Descobre que a felicidade dos injustos é uma ilusão. Como o rei Midas que em tudo o que toca virava ouro.  A sua sede ambiciosa o transforma no próprio objeto de seus desejos.
     
  2. Deus se alia com o justo – vv. 23-26
     
         Se a vida do injusto conduz ao pavor e à morte, então onde está a felicidade? A única coisa que pode fazer alguém feliz é estar com Deus – v. 25. Deus age na história dos homens para abençoar o justo. É preciso estar inteiramente nas mãos de Deus – Êx 13:21. Deus é aquele que liberta o seu povo com mão forte: Ex 13:9; 3:19; 6:1.
     

     IV – O ANÚNCIO DO JULGAMENTO E DA LIBERTAÇÃO – vv. 27-28.

 
     Tendo descoberto onde está a fonte de  sua felicidade o seu coração parou de azedar e  não fica mais amarga a sua vida -  v. 21. Refugia-se em Deus – v. 28.
     Seu coração agora entende o que significa quando a Palavra diz que Deus é bom para o justo – v. 1.
 
    
 
Con la gracia de Dios  - M. Peres S. 

pensamento fundamental

Robin
 
Todos nós temos uma pequena fraqueza para com a nossa própria pessoa e nos poupamos um pouco, esforçando-nos por encontrar um próximo sobre o qual derramar nosso despeito.
Nicolai Gógol, in "Almas Mortas"
Con la gracia de Dios  - M. Peres S. 
Robin

Esboço de Sermão

 
Lucas 5:1-11

VIDAS POSITIVAS
m. peres s.
 
 
 
 
     I – Trabalhadores – v. 5
 
     Lavavam as redes – v. 2
 
 
    II – Obedientes  v. 5
 
           "sob a tua palavra..."
 
 
    III – Cooperativos – v. 7
 
 
 
     IV – Senhorio de Cristo – v. 8
 
 
 
 
    
 
 
 
 
 

 

Con la gracia de Dios  - M. Peres S. 

PARA REFLETIR

 
POR QUE NASCEMOS?
Manoel Peres
 
O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos – Lucas 4:18.
Quando Deus chama, o homem não pode e não deve recuar. Quando chama, Ele tem sempre uma tarefa de suma importância para o vocacionado. Quando chama, ele  mesmo capacita a pessoa vocacionada a executar a sua tarefa, enchendo-a de fé e de coragem.
Perguntar qual o sentido da vida é uma questão tão normal como querer saber com quem se vai casar. Faz parte da maneira como existimos. Mas uma vez nascidos, morando neste planeta, vem uma outra questão tão importante quanto: o que fazer com a minha vida? Se a olharmos do ponto de vista profano e mecânico das intenções, nossa existência se reduzirá a uma série de atividades que resultará somente na busca da felicidade. Como isso é irrazoável e jamais acontecerá, o resumo da ópera será uma vida de frustração mortal, reduzindo-nos a meros atores coadjuvantes da vida.
Jesus, porém, nos ensina que viver, existir, estar no planeta, significa muito mais do que uma busca desenfreada de si e para si mesmo.
Uma vida, no sentido cristão, começa com visitas permanentes ao templo. Estar no templo é ter a oportunidade para ouvir Deus falar. É oportunidade para conhecer outros que buscam a Deus como nós. Que colocam em Deus todas as suas esperanças e crêem nele como a única solução para as suas questões pessoais. O templo lembra ainda, que a vida tem uma dimensão espiritual, que transcende em todos os sentidos, o que vemos, com o que nos servimos, e o que podemos esperar e angariar. 
O Senhor Jesus ao visitar o templo, tomou em suas mãos a Palavra de Deus e nela procurou algo que lhe falasse pessoalmente. A Palavra sempre aponta para algo que preenche a nossa vida. Não é por acaso que a palavra "consagração", significa, entre outras coisas similares, "estar de mãos cheias". No sentido que uma vez consagrado só temos aquilo para fazer, o que nos ocupará por inteiro.
A consagração de Jesus é notória. Sua vida foi um exemplo de aplicação régia ao serviço do Pai. Sua obra era sua comida. Agradar ao Pai era sua vocação. Servir ao próximo com sua vida, seus talentos, seu poder foi o que preencheu todos os dias da sua existência.
É evidente que a vida sem Deus não tem sentido. Passamos a olhá-la somente por seus pressupostos materiais e pessoais, numa série interminável de atitudes egoísticas. E quando esgotamos as possibilidades de nossa imaginação, aí, então, o que temos o tédio, a angústia de não saber mais o que experimentar.
Com Deus vemos a verdadeira vocação para o ser humano. Ser feliz a partir de uma comunhão com o seu Criador. Encontrar o seu lugar e o que fazer através de estudo da Palavra. Firmar-se nesse propósito, como algo que preenche toda a vida, pois leva aos irmãos e circunstantes o que pode e deve ser feito em benefício de todos, inclusive de si mesmo.
 
Con la gracia de Dios  - M. Peres S. 

CÂNONES DE DORDRECHT

 

Artigo 7

 

‑ Eleição definida

 
Esta eleição é o imutável propósito de Deus, pelo qual ele, antes da fundação do mundo, escolheu um número grande e definido de pessoas para a salvação, por graça pura. Estas são escolhidas de acordo com o soberano bom propósito de sua vontade, dentre todo o gênero humano, decaído, por sua própria culpa, de sua integridade original para o pecado e a perdição. Os eleitos não são melhores ou mais dignos que os outros, mas envolvidos na mesma miséria. São escolhidos, porém, em Cristo, a quem Deus constituiu, desde a eternidade, Mediador e Cabeça de todos os eleitos e fundamento da salvação. E, para salvá‑los por Cristo, Deus decidiu dá‑los a ele e efetivamente chamá‑los e atrai‑los à sua comunhão por meio da sua Palavra e de seu Espírito. Em outras palavras, ele decidiu dar‑lhes verdadeira fé em Cristo, justificá‑los, santificá‑los, e depois, tendo‑se guardado poderosamente na comunhão de seu Filho, finalmente glorificá‑los. Deus fez isto para a demonstração de sua misericórdia e para o louvor da riqueza de sua gloriosa graça. Como está escrito ... assim como nos escolheu nele, antes do fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade, para louvor da glória de sua graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado... E em outro lugar: E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também, glorificou (Ef 1.4‑6; Rm 8.30).
Con la gracia de Dios  - M. Peres S. 

CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTEER

 
CAPÍTULO V
 
Da Providência
 
I.
 
Pela sua muito sábia providência, segundo a sua infalível presciência e o livre e
imutável conselho da sua própria vontade, Deus, o grande Criador de todas as coisas,
para o louvor da glória da sua sabedoria, poder, justiça, bondade e misericórdia,
sustenta, dirige, dispõe e governa todas as suas criaturas, todas as ações e todas as
coisas, desde a maior até a menor.
 
Nee, 9:6; Sal. 145:14-16; Dan. 4:34-35; Sal. 135:6; Mat. 10:29-31; Prov. 15:3; II Cron. 16:9; At.15:18; Ef. 1:11; Sal. 33:10-11; Ef. 3:10; Rom. 9:17; Gen. 45:5.
 
II.
 
Posto que, em relação à presciência e ao decreto de Deus, que é a causa primária,
todas as coisas acontecem imutável e infalivelmente, contudo, pela mesma
providência, Deus ordena que elas sucedam conforme a natureza das causas
secundárias, necessárias, livre ou contingentemente.
 
Jer. 32:19; At. 2:13; Gen. 8:22; Jer. 31:35; Isa.10:6-7.
 
III.
 
Na sua providência ordinária Deus emprega meios; todavia, ele é livre para
operar sem eles, sobre eles ou contra eles, segundo o seu arbítrio.
 
At. 27:24, 31; Isa. 55:10-11; Os.1:7; Rom. 4:20-21; Dan.3:27; João 11:34-45; Rom. 1:4.
 
IV.
 
A onipotência, a sabedoria inescrutável e a infinita bondade de Deus, de tal
maneira se manifestam na sua providência, que esta se estende até a primeira queda e
a todos os outros pecados dos anjos e dos homens, e isto não por uma mera
permissão, mas por uma permissão tal que, para os seus próprios e santos desígnios,
sábia e poderosamente os limita, e regula e governa em uma múltipla dispensarão
mas essa permissão é tal, que a pecaminosidade dessas transgressões procede tão
somente da criatura e não de Deus, que, sendo santíssimo e justíssimo, não pode ser o
autor do pecado nem pode aprová-lo.
 
Isa. 45:7; Rom. 11:32-34; At. 4:27-28; Sal. 76:10; II Reis 19:28; At.14:16; Gen. 50:20; Isa. 10:12; I João 2:16; Sal. 50:21; Tiago 1:17.
 
V.
 
O mui sábio, justo e gracioso Deus muitas vezes deixa por algum tempo seus
filhos entregues a muitas tentações e à corrupção dos seus próprios corações, para
castigá-los pelos seus pecados anteriores ou fazer-lhes conhecer o poder oculto da
corrupção e dolo dos seus corações, a fim de que eles sejam humilhados; para animálos
a dependerem mais intima e constantemente do apoio dele e torná-los mais
vigilantes contra todas as futuras ocasiões de pecar, para vários outros fins justos e
santos.
 
II
 
Cron. 32:25-26, 31; II Sam. 24:1, 25; Luc. 22:31-32; II Cor. 12:7-9.
 
VI.
 
Quanto àqueles homens malvados e ímpios que Deus, como justo juiz, cega e
endurece em razão de pecados anteriores, ele somente lhes recusa a graça pela qual
poderiam ser iluminados em seus entendimentos e movidos em seus corações, mas às
vezes tira os dons que já possuíam, e os expõe a objetos que a sua corrupção torna
ocasiões de pecado; além disso os entrega às suas próprias paixões, às tentações do
mundo e ao poder de Sataná5: assim acontece que eles se endurecem sob as
influências dos meios que Deus emprega para o abrandamento dos outros.
 
Rom. 1:24-25, 28 e 11:7; Deut. 29:4; Mar. 4:11-12; Mat. 13:12 e 25:29; II Reis 8:12- 13; Sal.81:11-12; I Cor. 2:11; II Cor. 11:3; Exo. 8:15, 32; II Cor. 2:15-16; Isa. 8:14.
 
VII.
 
Como a providência de Deus se estende, em geral, a todos os crentes, também
de um modo muito especial ele cuida da Igreja e tudo dispõe a bem dela.
 
Amós 9:8-9; Mat. 16:18; Rom. 8-28; I Tim. 4: 10.
Con la gracia de Dios  - M. Peres S.