quarta-feira, 21 de junho de 2017

A IMITAÇÃO DE CRISTO - Tomás A. Kempis

 
 
CAPÍTULO 53
Que a graça de Deus não se comunica aos que gostam das coisas terrenas
1. Jesus: Filho, preciosa é a minha graça; não sofre mistura de coisas estranhas, nem de consolações terrenas. Cumpre, pois, remover todos os impedimentos da graça, se desejas que te seja infundida. Busca lugar retirado, gosta de viver só contigo, e não procures conversa com os outros, mas a Deus dirige tua oração fervorosa, para que te conserve na compunção de espírito e pureza da consciência. Avalia em nada o mundo todo; antepõe o serviço de Deus a todas as coisas exteriores. Pois não podes há um tempo tratar comigo e deleitar-te nas coisas transitórias. Cumpre apartares-te dos conhecidos e amigos, e desprenderes teu coração de toda consolação temporal. Assim exorta também instantemente o apóstolo São Pedro que os fiéis cristãos vivam neste mundo como estrangeiros e peregrinos (1 Pdr 2,11). 1. Oh! Quanta confiança terá aquele moribundo que não tem afeição a coisa alguma do mundo. Mas desprender assim o coração de tudo, não o compreende o espírito ainda enfermo, bem como o homem carnal não conhece a liberdade do homem interior. Entretanto, se quiser ser verdadeiramente espiritual, cumpre-lhe renunciar aos estranhos como aos parentes e de ninguém mais se guardar do que de si mesmo. Se te venceres perfeitamente a ti mesmo, tudo o mais sujeitarás com facilidade. Pois a perfeita vitória é triunfar de si mesmo. Porque aquele que se domina a tal ponto, que os sentidos obedeçam à razão e a razão lhe obedeça em todas as coisas, este é realmente vencedor de si mesmo e senhor do mundo.
2. Se aspiras a galgar estas alturas, cumpre-te começar varonilmente e pôr o machado à raiz, para que arranque e cortes
o secreto e desordenado apego que tens a ti mesmo, e a todo bem particular e sensível. Deste vício do amor excessivo e desordenado que o homem tem a si mesmo provém quase tudo que radicalmente se há de vencer; vencido este e subjugado, logo haverá grande paz e tranqüilidade estável. Mas já que poucos tratam de morrer a si mesmos e desapegar-se de si, por isso ficam presos em si mesmos e não se podem erguer em espírito acima de si. A quem, todavia, deseja livremente seguir-me, cumpre-lhe mortificar todos os seus maus e desordenados afetos, e não se prender, com amor apaixonado, a criatura alguma.
Con la gracia de Dios  - M. Peres S. 

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CONFISSÕES DE AGOSTINHO

 
LIVRO SEXTO
 
CAPÍTULO I
 
Esperanças
 
Ó minha esperança desde a minha juventude! Onde estavas, ou a que lugar te havias retirado? Acaso não foste tu quem me criou, diferenciando-me dos animais, fazendo-me mais sábio que as aves do céu? Mas eu caminhava por trevas e resvaladouros, e te buscava fora de mim, e não encontrava o Deus de meu coração; caí nas profundezas do mar. Eu perdera a confiança e desesperava de encontrar a verdade.
Minha mãe já viera a meu encontro, forte em sua piedade, seguindo-me por mar e por terra, confiando em ti em todos os perigos. Até na travessia do mar proceloso ela encorajava os marinheiros – os que costumam animar os navegadores inexperientes quando se perturbam – garantia-lhes que chegariam a salvo ao fim da viagem, porque assim lho tínheis prometido em visão.
Encontrou-me em grave perigo, já sem esperança de buscar a verdade. Contudo, quando lhe disse que já não era maniqueísta, sem ser ainda católico, não pulou de alegria, como quem ouve algo inesperado, pois já estava segura sobre aquele ponto de minha miséria, que a fazia chorar por mim como por um morto que haveria de ressuscitar. Oferecia-me continuamente a ti em pensamento, como sobre um esquife, para que dissesses ao filho da viúva: Jovem, eu te digo: levanta-te, e seu filho revivesse, e voltasse a falar, e o entregasses à sua mãe.
Nem se abalou seu coração com alegria exagerada ao ouvir quanto já se havia cumprido daquilo que com tantas lágrimas te suplicava todos os dias. Viu-me, senão na posse da verdade, já afastado do erro. E como estava certa de que me concederias o que faltava – pois lhe havias prometido a graça total – respondeu-me, com muita calma e com o coração cheio de confiança, que esperava em Cristo que, antes de sair desta vida, me havia de ver católico fiel.
Foi o que me disse. Mas diante de ti, ó fonte das misericórdias, redobrava as súplicas e lágrimas, para que apressasses teu auxílio e aclarasses minhas trevas. Ia com maior solicitude à igreja para ficar suspensa dos lábios de Ambrosio, como da fonte de água viva que jorra para a vida eterna. Minha mãe amava este varão como a um anjo de Deus, pois sabia que fora ele quem me fizera mergulhar naquela dúvida, pela qual antevia, segura, que eu haveria de passar da enfermidade pela saúde, depois de um perigo mais grave, que os médicos chamam de crítico.
Con la gracia de Dios  - M. Peres S. 

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AS INSTITUTAS DE CALVINO

 
9. A IGREJA PAPAL, TÃO CORRUPTA QUANTO ISRAEL DOS TEMPOS DE JEROBOÃO, E ATÉ MAIS IDÓLATRA, DA QUAL NÃO SE PODE ASSOCIAR AO CULTO SEM INCORRER EM PROFANAÇÃO
Então, que os papistas neguem e peçam, se podem, para que atenuem ao máximo seus vícios, dizendo que o estado da religião entre eles não é tão corrompido e viciado como foi no reino de Israel sob Jeroboão. Com efeito, eles têm mais crassa idolatria; nem na doutrina são sequer uma gotinha mais puros, senão que, talvez, nesta mesma sejam até mais impuros. Deus, e mesmo todos quantos são dotados de mediano discernimento, serão minhas testemunhas, e o próprio fato em si também o declara, que não estou exagerando aqui. Ora, quando nos querem constranger à comunhão de sua Igreja, duas coisas exigem de nós: primeira, que participemos de todas suas preces, sacramentos e cerimônias; segunda, que tudo quanto de honra, de poder, de jurisdição que Cristo atribuiu a sua Igreja, também atribuamos nós a sua Igreja. No que tange à primeira, confesso que todos os profetas que houve em Jerusalém, embora aí as coisas estivessem sobremodo corruptas, não sacrificaram à parte nem tiveram reuniões separadamente dos outros para orar. Pois tinham o mandamento de Deus, pelo qual se lhes ordenava congregar-se no templo de Salomão [Dt 12.11-14]; também os sacerdotes levíticos, os quais, porquanto foram pelo Senhor ordenados oficiantes das coisas sagradas [Ex 29.9], nem ainda foram depostos, por mais que indignos fossem dessa honra, sabiam que de direito ainda ocupavam esse lugar. Mas – e isto constitui o ponto principal de nossa disputa – não lhes obrigavam a nenhuma superstição, nem a fazer coisa alguma que não fosse ordenada por Deus.25 Entre estes, porém, quero dizer os papistas, que há de semelhante? Pois, dificilmente podemos ter com eles qualquer reunião em que não nos poluamos de manifesta idolatria. Certamente que o vínculo primordial de comunhão está em sua missa, a qual abominamos como sendo o sacrilégio máximo. Se isso é procedente ou improcedente, ver-se-á em outro lugar. Agora é bastante mostrar que, neste aspecto, que nosso caso é bem diferente daquele dos profetas, os quais, embora estivessem presentes aos ritos sacros de ímpios, não eram obrigados ou a presenciar, ou a participar de algumas cerimônias se não eram instituídas por Deus. E, caso desejam ter um exemplo absolutamente parecido, então o tomemos do reino de Israel. Segunda a ordenação de Jeroboão, permanecia a circuncisão, faziam-se os sacrifícios, a lei era considerada santa, era invocado aquele Deus que haviam recebido dos pais; mas, em razão de formas cultuais inventadas e proibidas, tudo quanto ali se fazia Deus reprovava e condenava [1Rs 12.26–13.5]. Que me seja dado um único Profeta, ou algum homem piedoso, que sequer uma vez haja adorado em Betel, ou haja feito aí um sacrifício. Pois sabiam que isto não haveriam de fazer sem que se contaminassem com algum sacrilégio. Portanto, defendemos que a comunhão da Igreja não deve estender-se tanto, que devamos segui-la mesmo quando degenere de seu dever usando ritos e cultos profanos, condenados pela Palavra de Deus.26 25. Primeira edição: "[O] que, porém, é o clímax de toda a questão: a nenhum culto supersticioso eram
compelidos; de fato, nada executavam que não houvesse sido instituído por Deus." 26. Primeira edição: "Temos, portanto, que entre os pios não deve a tal ponto valer a comunhão da Igreja que, se ela degenerasse a ritos profanos e corruptos, de necessidade seja segui[-la] irrestritamente."
Con la gracia de Dios  - M. Peres S. 

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CIPRIANO DE CARTAGO -

 
25 - O exemplo dos primeiros cristãos
(1) Essa unidade reinou ao tempo dos Apóstolos e a nova plebe, o povo dos que acreditaram, guardava os preceitos do Senhor e ficava fiel à sua caridade. Prova-o a divina Escritura, dizendo: "A multidão daqueles que acreditaram se comportava como se fossem todos uma só alma e uma só mente" (At 4,32).
(2) E antes: "Estavam perseverando todos unânimes na oração com as mulheres e Maria, a mãe de Jesus, e seus irmãos" (At 1,14). Por isto oravam de modo eficaz e podiam confiar em alcançar o que estavam pedindo à misericórdia divina.
Con la gracia de Dios  - M. Peres S. 

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teologia sistemática - Louis Berkhof

 

D. Necessidade dos Sacramentos.

Os católicos romanos afirmam que o batismo é absolutamente necessário para todos, para a salvação, e que o sacramento da penitência é igualmente necessário para aqueles que cometeram pecado mortal depois do batismo; mas que a confirmação, a eucaristia e a extrema unção são necessárias somente no sentido de que foram ordenadas e são eminentemente úteis. Por outro lado, os protestantes ensinam que os sacramentos não são absolutamente necessários para a salvação, mas são obrigatórios em vista do preceito divino. A negligência voluntária do seu uso redunda no empobrecimento espiritual e tem tendência destrutiva, precisamente como acontece com toda desobediência persistente a Deus. Que não são absolutamente necessários para a salvação, segue-se: (1) do caráter espiritual e livre da dispensação do Evangelho, na qual Deus não prende a Sua graça ao uso de certas formas externas, Jo 4.21, 23; Lc 18.14; (2) do fato de que a Escritura menciona unicamente a fé como condição instrumental da salvação, Jo 5.24; 6.29; 3.36; At 16.31; (3) do fato de que os sacramentos não originam a fé, mas a pressupõem, e são ministrados onde se supõe a existência da fé, At 2.41; 16.14, 15, 30, 33; 1 Co 11.23-32; e (4) do fato de que muitos foram realmente salvos sem o uso dos sacramentos. Pensemos nos crentes anteriores ao tempo de Abraão e no ladrão penitente na cruz.

E. Os Sacramentos do Velho e do Novo Testamentos Comparados.

1. SUA UNIDADE ESSENCIAL. Roma alega que há diferença essencial entre os sacramentos do Velho Testamento e os do Novo. Ela afirma que, à semelhança de todo o ritual da antiga aliança, seus sacramentos também eram meramente típicos. A santificação produzida por eles não era interna, mas apenas legal, e prefigurava a graça que haveria de ser conferida ao homem no futuro, em virtude da paixão de Cristo. Isso não significa que nenhuma graça interna acompanhava o uso deles, mas simplesmente que isso não era efetuado pelo sacramento propriamente ditos, como acontece na nova dispensação. Eles não tinham eficácia objetiva, não santificavam o participante ex opere operato, mas unicamente ex opere operantis, isto é, por causa da fé e caridade com que eram recebidos. Uma vez que a plena concretização da graça tipificada por aqueles sacramentos dependia da vinda de Cristo, os santos do Velho Testamento foram encerrados no Limbus Patrum (Limbo dos Pais) até Cristo os tirar de lá. A verdade, porém, é que não há diferença entre os sacramentos do Velho Testamento e os do Novo. Provam-no as seguintes considerações; (a) em 1 Co 10.1-4 Paulo atribui à igreja do Velho Testamento aquilo que é essencial nos sacramentos do Novo testamento; (b) em Rm 4.11 ele fala da circuncisão de Abraão como selo da justiça da fé; e (c) em vista do fato de que eles representam as mesmas realidades espirituais, os nomes dos sacramentos de ambas as dispensações são utilizados uns pelos outros: a circuncisão e a páscoa são atribuídas à igreja do Novo Testamento, 1 Co 5.7; Cl 2.11, e o batismo e a Ceia do Senhor à igreja do Velho Testamento, 1 Co 10.1-4.
2. SUAS DIFERENÇAS FORMAIS. Não obstante a unidade essencial dos sacramentos das duas dispensações, há certos pontos de diferença. (a) Em Israel os sacramentos tinham um aspecto nacional em acréscimo à sua significação espiritual como sinais e selos da aliança grega. (b) Ao lado dos sacramentos, Israel tinha muitos outros ritos simbólicos, tais como as ofertas e as purificações, que no essencial concordavam com os seus sacramentos, ao passo que os sacramentos do Novo Testamento estão absolutamente sós. (c) Os sacramentos do Velho Testamento apontavam para Cristo no futuro, e eram os selos da graça que ainda teriam que ser merecidas, ao passo que os do Novo testamento apontam para Cristo no passado e o Seu sacrifício de redenção já consumado. (d) Em harmonia com o conteúdo total da dispensação do Velho Testamento, a porção da graça divina que acompanhava o uso dos sacramentos do Velho Testamento era menor do que a que atualmente se obtém mediante o confiante recebimento dos sacramentos do Novo Testamento.

F. Número dos Sacramentos.

1. NO VELHO TESTAMENTO. Durante a antiga dispensação havia dois sacramentos, quais sejam, a circuncisão e a páscoa. Alguns teólogos reformados (calvinistas) eram de opinião que a circuncisão originou-se em Israel e foi auferido deste povo da aliança por outras nações. Mas agora é patentemente claro que esta posição é insustentável. Desde os tempos mais primitivos, os sacerdotes egípcios eram circuncidados. Além disso, a prática da circuncisão se acha em muitos povos da Ásia, da África e até da Austrália, e é muito improvável que todos a tenham derivado de Israel. Todavia, somente em Israel ela se tornou um sacramento da aliança da graça. Como pertencente à dispensação do Velho Testamento, era um sacrifício cruento, simbolizando a excisão da culpa e da corrupção do pecado, e constrangendo as pessoas a deixarem que o princípio da graça de Deus penetrasse suas vidas completamente. A páscoa também era um sacrifício cruento. Os israelitas escaparam do destino dos egípcios com sua substituição por um sacrifício, que foi um tipo de Cristo, Jo 1.29, 36; 1 Co 5.7. A família salva comeu o cordeiro que fora imolado, simbolizando assim um ato assimilativo de fé, muito parecido com o ato de comer o pão na Ceia do Senhor.
2. NO NOVO TESTAMENTO. A igreja do Novo Testamento também tem dois sacramentos a saber, o batismo e a Ceia do Senhor. Em harmonia com a nova dispensação em seu conjunto global, eles são sacramentos incruentos. Contudo, simbolizam as mesmas bênçãos espirituais que eram simbolizadas pela circuncisão e pela páscoa na antiga dispensação. A igreja de Roma aumentou para sete o número dos sacramentos de maneira totalmente infundada. Aos dois que foram instituídos por Cristo ela acrescentou a confirmação, a penitência, a ordenação, o matrimônio e a extrema unção. Ela procura base bíblica para a confirmação em At 8.17; 14.22; 19.6; Hb 6.2; para a penitência em Tg 5.16; para a ordenação em 1 Tm 4.14; 2 Tm 1.6; para o matrimônio em Ef 5.32; e para a extrema unção em Mc 6.13; Tg 5.14. Pressupõe-se que cada um destes sacramentos comunica, em acréscimo à graça geral da santificação, uma graça sacramental especial, diferente em cada sacramento. Esta multiplicação dos sacramentos criou uma dificuldade para a igreja de Roma. Geralmente se admite que, para serem válidos, precisam ter sido instituídos por Cristo; mas Cristo instituiu apenas dois. Conseqüentemente, ou os outros não são sacramentos, ou o direito de instituí-los terá que ser atribuído aos apóstolos também. Na verdade, antes do Concílio de Trento, muitos asseveravam que os cinco adicionais não foram instituídos diretamente por Cristo, mas por meio dos apóstolos. Todavia, aquele concílio declarou ousadamente que todos os sete sacramentos foram instituídos pessoalmente por Cristo, e, desse modo, impôs à teologia da sua igreja uma tarefa impossível. É um ponto que tem que ser aceito pelos católicos romanos com base no testemunho da igreja, mas que não de vê ser comprovado.
QUESTIONÁRIO PARA PESQUISA: 1. O vocábulo mysterion tem no Novo Testamento o mesmo sentido que tem nas religiões de mistério? 2. Os ensinos neotestamentários a respeito dos sacramentos foram copiados das religiões de mistério, como pretende uma recente escola de crítica do Novo Testamento? 3. É correta a afirmação dessa escola, de que Paulo descreve os sacramentos como eficazes ex opere operato? 4. Por que os luteranos preferem falar dos sacramentos como ritos e gestos, a falar deles como sinais? 5. Que entendem eles por matéria coelestis (matéria celeste) dos sacramentos? 6. Que se quer dizer com a doutrina católica romana da intenção, com referência á ministração dos sacramentos? 7. Que requisito negativo Roma considera necessário estar presente no participante do sacramento? 8. É correto descrever a relação existente entre o sinal e a coisa significada como uma unio sacramentalis (união sacramental)? 9 Que constitui a gratia sacramentalis (graça sacramental) em cada um dos sete sacramentos da Igreja Católica Romana?
BIBLIOGRAFIA PARA CONSULTA: Bavinck, Geref. Dogm. IV, p. 483-542; Kuyper, Dict. Dogm., De Sacramentis, p. 3-96; Hodge, Syst., Theol. III, p. 466-526; Vos, Geref. Dogm. V, De Genademiddelen, p. 1-35; Dabney, Syst. and Polem. Theol., p. 727-757; McPherson, Chr. Dogm., p. 422-431; Litton, Introd. To Dogm. Theol., p. 419-450; Schmid, Doct. Theol. of the Ev. Luth. Ch., p. 504-540; Valentine, Chr. Theol. II, p. 278-305; Pieper, Christl. Dogm. III, p. 121-296; Kaftan, Dogm., p. 625-636; Pope, Chr. Theol. III, p. 294-310; Miley, Syst. Theol. II, p. 389-395; Wilmers, Handbook of the Chr. Rel., p. 305-314; Moehler, Symbolism, p. 202-218; Schaff, Our Fathers' Faith and Ours,* p. 309-315; Bannerman, The Church II, p. 1-41; Macleod, The Ministry and the Sacraments of the Church of Scotland, p. 198-227; Candlish, The Sacraments, p. 11-44; Burgess, The Protestant Faith, p. 180-198.


* Existe em português, Nossa Crença e a de Nossos Pais, tradução de Nicodemus Nunes, publicação da Imprensa Metodista, São Paulo, 1946. Nota do tradutor.
Con la gracia de Dios  - M. Peres S. 

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Marco Aurélio

 
33. Expressões outrora correntes caíram hoje em desuso. Nomes, também, que eram antigamente familiares, são hoje virtualmente arcaísmos; Camilo, Caleo, Voleso, Dentato; ou, um pouco mais tarde, Scípio e Catão, Augusto, também, e mesmo Adriano e António. Todas as coisas se dissolvem no passado lendário e em pouco tempo ficam envoltas no esquecimento. Mesmo para os homens cujas vidas foram de uma glória deslumbrante, esta passa; quanto aos outros, ainda mal acabam de dar o último suspiro e já, nas palavras de Homero, «os perdem de vista e de nome». O que é, afinal, a fama imortal? Qualquer coisa vazia e oca. A que é que nós devemos então aspirar? A isto e só a isto: ao pensamento justo, ao procedimento desinteressado, à boca que não mente, ao carácter que acolhe cada acontecimento como uma coisa predestinada, já esperada e que emana da fonte e origem Única.
Con la gracia de Dios  - M. Peres S. 

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Spurgeon -

 
       "Ela atou o cordão de escarlata à janela", Josué 2.21
 
      Raab dependia da promessa dos espiões para ter como ser preservada, os quais ela considerou como sendo representantes legítimos do Deus de Israel. Sua fé era simples e firme, além de muito obediente. Atar à sua janela um cordão de escarlata era um acto bastante trivial só por si, mas ela não ousou correr o risco absurdo de esquecer de o fazer. Vem, minha alma, olha, não podes tirar daqui uma lição para ti também? Tens estado atenta a toda a vontade de teu Senhor, mesmo quando alguns de seus mandamentos não te pareçam vitais? Observaste as duas ordenanças, a do baptismo dos crentes e a da ceia do Senhor? Negligenciar estas ordenanças implica numa desobediência ao impulsos do amor que está em teu coração. Que seja doravante irrepreensível em todas as coisas, mesmo num simples atar dum cordão, se isto for uma questão de ordem do Senhor.
Este acto de Raab manifesta uma clara lição ainda mais solene. Confio eu implicitamente no precioso sangue de Jesus para me preservar também? Atei o cordão de escarlata, como com um nó forte e seguro à minha janela, de forma que minha confiança nunca possa sair e ser abalada? Ou posso olhar na direcção ao mar Morto dos meus pecados, ou para a Jerusalém das minhas esperanças, sem chegar a ver o sangue e antes ver todas as coisas associadas ao Seu bendito poder apenas? Quem passasse por ali podia ver um cordão com uma cor muito ostensiva, caso estivesse pendendo na janela: será bom para que minha vida tenha como levar à notoriedade desta reconciliação eficaz perante todos os que pudessem assistir. Que existe para se envergonhar deste cordão? Que todos os homens ou todos os demónios olhem, se quiserem quando quiserem; o sangue é meu meio de gloriar-me e o meu cântico.
Minha alma, existe Um que verá o teu cordão de escarlata, mesmo quando, na fraqueza da tua fé, tu não possas vê-Lo por ti; Deus, o Vingador, verá e passará ao largo com a destruição. As muralhas de Jericó desmoronaram-se. Mas toda a casa de Raab que estava junto a essa mesma muralha, permaneceu intacta. Minha natureza foi construída sobre a muralha da humanidade, mas, quando a destruição atingir esta espécie, estarei seguro e livre da destruição. Minha alma, ata esse cordão de escarlata na janela novamente e descansa, dormindo em toda a paz.
Con la gracia de Dios  - M. Peres S. 

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O BREVE CATECISMO DE WESTMINSTER

 
 
Pergunta 83 –
São igualmente odiosas todas as transgressões da lei?
 
R: Alguns pecados, em si mesmos, e em razão de diversas agravantes, são mais odiosos à vista de Deus do que outros.
 
Ref.: Sl 19.13; Jo 19.11
Con la gracia de Dios  - M. Peres S. 

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NOVO TESTAMENTO - João

 
Jo 3:1 E havia entre os fariseus um homem, chamado Nicodemos, príncipe dos judeus.
Jo 3:2 Este foi ter de noite com Jesus, e disse-lhe: Rabi, bem sabemos que és Mestre, vindo de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for com ele.
Jo 3:3 Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.
Jo 3:4 Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer?
Jo 3:5 Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus.
Jo 3:6 O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito.
Jo 3:7 Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo.
Jo 3:8 O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito.
Jo 3:9 Nicodemos respondeu, e disse-lhe: Como pode ser isso?
Jo 3:10 Jesus respondeu, e disse-lhe: Tu és mestre de Israel, e não sabes isto?
Jo 3:11 Na verdade, na verdade te digo que nós dizemos o que sabemos, e testificamos o que vimos; e não aceitais o nosso testemunho.
Jo 3:12 Se vos falei de coisas terrestres, e não crestes, como crereis, se vos falar das celestiais?
Jo 3:13 Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem, que está no céu.
Jo 3:14 E, como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado;
Jo 3:15 Para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
Jo 3:16 Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
Jo 3:17 Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.
Jo 3:18 Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.
Jo 3:19 E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más.
Jo 3:20 Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas.
Jo 3:21 Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque são feitas em Deus.
Jo 3:22 Depois disto foi Jesus com os seus discípulos para a terra da Judéia; e estava ali com eles, e batizava.
Jo 3:23 Ora, João batizava também em Enom, junto a Salim, porque havia ali muitas águas; e vinham ali, e eram batizados.
Jo 3:24 Porque ainda João não tinha sido lançado na prisão.
Jo 3:25 Houve então uma questão entre os discípulos de João e os judeus acerca da purificação.
Jo 3:26 E foram ter com João, e disseram-lhe: Rabi, aquele que estava contigo além do Jordão, do qual tu deste testemunho, ei-lo batizando, e todos vão ter com ele.
Jo 3:27 João respondeu, e disse: O homem não pode receber coisa alguma, se não lhe for dada do céu.
Jo 3:28 Vós mesmos me sois testemunhas de que disse: Eu não sou o Cristo, mas sou enviado adiante dele.
Jo 3:29 Aquele que tem a esposa é o esposo; mas o amigo do esposo, que lhe assiste e o ouve, alegra-se muito com a voz do esposo. Assim, pois, já este meu gozo está cumprido.
Jo 3:30 É necessário que ele cresça e que eu diminua.
Jo 3:31 Aquele que vem de cima é sobre todos; aquele que vem da terra é da terra e fala da terra. Aquele que vem do céu é sobre todos.
Jo 3:32 E aquilo que ele viu e ouviu isso testifica; e ninguém aceita o seu testemunho.
Jo 3:33 Aquele que aceitou o seu testemunho, esse confirmou que Deus é verdadeiro.
Jo 3:34 Porque aquele que Deus enviou fala as palavras de Deus; pois não lhe dá Deus o Espírito por medida.
Jo 3:35 O Pai ama o Filho, e todas as coisas entregou nas suas mãos.
Jo 3:36 Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece.
Con la gracia de Dios  - M. Peres S. 

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